13/10/2016 00:00:00

Implante de lente intraocular melhora visão de paciente

Implante ajuda em casos de altos graus de miopia


Cansado de conviver com 23 graus de miopia e suas limitações, Yalter Souza Menezes, 28 anos, morador de Costa Rica (MS), decidiu procurar ajuda especializada para enxergar sem os óculos “fundo de garrafa”, que o acompanhavam desde a infância.

Após consultar com a equipe do Horp, ele ficou sabendo que seu sonho poderia ser alcançado por meio de um procedimento cirúrgico, o implante de lente intraocular fácico (Artisan/Artiflex). Esse procedimento preserva o cristalino e, portanto, não aumenta o risco de descolamento de retina.

“Sem os óculos, eu não enxergava absolutamente nada. Visitei clínicas e hospitais em diversas cidades, até mesmo nas capitais, mas os médicos diziam sempre o mesmo, que meu grau era muito alto e que eu não teria um bom resultado.  Minha vida mudou quando um amigo me indicou o Horp”.

Segundo Jorge Dias, responsável pelo departamento de Cirurgia Refrativa do Horp, o implante de lente intraocular fácico é realizado na Europa e nos Estados Unidos há mais de 30 anos. No Brasil, o procedimento foi aprovado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) há, pelo menos, 10 anos. “É um procedimento seguro, eficiente e consagrado pelo follow-up de décadas de sucesso nos países mais desenvolvidos”, diz o oftalmologista.

Dias explica que os implantes fácicos são indicados na correção das miopias maiores que 8 dioptrias ou, em graus menores, quando a córnea não tem a espessura adequada para ser submetida à correção a laser (PRK ou Lasik).

“Apesar da recuperação visual ser rápida, de um a dez dias, normalmente aguardamos 30 dias para indicar a cirurgia do olho contralateral, assim temos dedicação máxima em cada etapa”, diz.

O oftalmologista enfatiza que mesmo tendo atingido o objetivo visual com a correção cirúrgica, esses pacientes devem manter um acompanhamento anual. “A genética desses pacientes continua sendo de um alto míope e, nesse grupo de pessoas, a incidência de glaucoma e descolamento de retina é maior”, ressalta.

Atualmente, Menezes é só sorriso com a nova visão. “Hoje, não uso mais óculos, enxergo muito bem. O resultado é um sucesso absoluto”, finaliza.





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